Amsterdã: criando um roteiro econômico
Amsterdã é a cidade dos sonhos de muitos viajantes. E é fácil entender o porquê. A cidade parece ter saído de um conto de fadas. Ao mesmo tempo…
Kutaisi na Geórgia, um destino ainda inexplorado por brasileiros, mas que surpreende os viajantes. Se você já sabe um pouco do lugar e pretende ir para lá, tenho a dica do hostel perfeito para você se hospedar.
E se você ainda não conhece muito sobre a Geórgia, tem um post sobre o destino aqui no blog.

Durante nossa visita à cidade ficamos hospedados no Dingo Hostel, um hostel que havia pesquisado e achei interessante por diversos motivos. O Dingo fica perto do centro, a uns 15 minutos a pé.

Primeiro porque o DINGO é um hostel criado por 3 viajantes, e ninguém melhor para saber o que um mochileiro precisa do que outro mochileiro.
O hostel não só serve como ponto de parada e descanso para os viajantes como também promove eventos para tornar a hospedagem uma experiência marcante e promover a interação entre os hóspedes.

E como Kutaisi seria nossa primeira parada na Geórgia, achamos interessante nos hospedar em um local onde tivéssemos mais contato com as pessoas, para sabermos mais sobre o destino e entendermos um pouquinho mais da cultura georgiana.
E já te adianto para continuar no post porque a experiência foi muito além do que imaginávamos.
Sou uma grande defensora de hostels, mas, é claro que, assim como hotel, temos que saber escolher. E este que escolhi em Kutaisi é o estilo de hostel que adoro, ou seja, é daquele que promove a interação entre os viajantes e que nos faz sentir em casa.

Já fomos recebidos da melhor maneira. Chegamos de um voo de Abu Dhabi tarde da noite, cansados, e mal tiramos a mochila das costas, Ricardo (o proprietário) nos recebeu com um chopp bem gelado. Me diz, em que hotel você tem essa recepção hein?
No dia seguinte fizemos o “reconhecimento da área” e já amei o ambiente. O Dingo tem bem aquela vibe gostosa de hostel, com várias áreas comuns, livros, jogos, uma decoração temática sobre viagens e a antiga União Soviética, além de um lugar onde parece que você realmente está em casa e se sente à vontade.

A área externa do Dingo é a parte mais gostosa do hostel na minha opinião. É nela que viajantes do mundo se encontram, um lugar ao ar livre, com mesinhas e muitas árvores frutíferas.
É lá fora que fica o Dingo bar, um bar pequeno, com chopeira, vinho, chacha (a cachaça deles) e o famoso vinho georgiano.

E como eu havia dito que o hostel faz a gente se sentir em casa, para tomar algo do bar basta se servir e anotar em um papel o que consumiu. Simples assim, você mesmo pega seu chopp na chopeira, sua taça de vinho e anota. Pausa para a pergunta: daria certo aí na sua cidade?
E mais, toda a noite é servido um jantar tradicional familiar. O chamado Family Dinner, e olha, os jantares são um capítulo a parte. Quando digo que o hostel surpreendeu, não tô exagerando não.

O intuito do jantar é, além de oferecer toda a noite uma refeição de algum país ou típica do local, juntar os viajantes para todos se conhecerem e terem uma noite divertida. Nós participamos de seis desses jantares, e foi um melhor que o outro.
O primeiro dos jantares já foi pra chegar na Geórgia da melhor maneira, pois o cardápio foi um Supra Georgiano. E se você não sabe o que é um Supra, vou simplificar dizendo que é um banquete. Lá começamos a ter contato com essa culinária tão elogiada.

Provamos a comida mais conhecida pela Geórgia, o Khatchapuri (como uma massa de pão com queijo ou outros recheios). Provamos também os pães deles (impossível não amar), o prato de beringela com nozes (Bagrijai Nigvzit), o Lobiani (feijão da Geórgia), além de pratos com carne e raízes diferentes, das quais não faço ideia de como se chamam.

Também participamos de um family dinner que teve como prato principal o Ojakhuri, um prato típico da Geórgia muito saboroso que feito com carne e batatas, mas eu fiquei na versão vegetariana, que foi feita com cogumelos.

Além desses, provamos o Khinkali, também típico da Geórgia, e também pratos de outros lugares, como beringela parmigiana, pizza italiana… e sempre com diversos acompanhamentos. A mesa sempre era farta. Ah, sem contar que muitas vezes fazíamos uma rodada com dose de chacha.
E para fechar nossa estada no Dingo, eles prepararam um Family Dinner especial para nós no último dia, um Barbecue, ou seja, um churrasco, e com música brasileira para acompanhar. Nessa noite jantamos em um cantinho especial do jardim. Foi realmente especial.

Por isso digo que todo mundo deve se hospedar pelo menos uma vez na vida em um hostel como esses, não tem como não se apaixonar.
Os jantares são a parte, custam 30 lari por pessoa, o que equivale a mais ou menos 60 reais. Vale muito mais a pena que ir a qualquer restaurante.
O hostel ainda tem uma cozinha equipada que fica à disposição dos hóspedes. O que é excelente pra quem quer preparar suas próprias refeições.
Se você quer ter a facilidade de conhecer a região, e, melhor ainda, conhecer lugares menos comuns de Kutaisi, você pode reservar e combinar passeios com o pessoal do Hostel. Um dos proprietários é guia na Geórgia e te levará para conhecer lugares e contar toda a história do país.
Entre essas experiências, você pode conhecer os Sanatórios Soviéticos, cachoeiras e cânions. Nós fizemos 3 passeios e foram todos muito divertidos e interessantes. O dos sanatórios abandonados (em torno de 160 reais) matou minha vontade de conhecer quase uma cidade fantasma.

O tour para os cânions (em torno de 360 reais) eu posso dizer que me deixou sem palavras, pois com certeza foi um dos lugares mais lindos que já vi em toda a minha vida.
E outra experiência muito legal que tivemos no hostel foi um banho de banheira especial. Preparado com todo o cuidado, com velas, vinho e petiscos, foi algo que adoramos fazer (100 reais).

Algo que é muito importante nos dias de hoje e que para nós que somos criadores de conteúdo é essencial, é um bom WiFi. No hostel o WiFi é gratuito e pega muito bem em todas as áreas internas.
Quando falamos em hostel, imediatamente a ideia de quarto compartilhado vêm à nossa mente. Mas no Dingo você pode escolher entre vários tipos de hospedagens, vou mostrar todas aqui e com propriedade, pois passei por todos os quartos para poder trazer a informação







Todas as opções de hospedagem incluem café da manha. O café fica logo cedinho a disposição dos hóspedes e tem frutas, iogurte, ovos, pão, granola, entre outras opções. E o hostel ainda disponibiliza café e chá liberado durante o dia todo.

Escolhi o Dingo porque o hostel parecia organizado e oferecia comodidades que valiam a pena. Mas ao longo dos dias percebi que a proposta do hostel vai muito além da hospedagens e serviços que eles realizam.
O propósito do hostel é a interação, socialização e deixar o viajante à vontade, como se estivesse em casa. E acima de tudo formar amigos.

Passamos uma semana no Dingo e saímos de lá com o coração apertado, porque realmente nos conectamos muito com todos do hostel, passamos dias incríveis e com certeza Kutaisi foi tão especial por conta deles. Recomendo com certeza.
Gostou? E pra não perder nenhuma viagem, me segue lá no instagram @lu_por_ai

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