
Auschwitz: como é visitar os campos de concentração da Polônia
Auschwitz, mundialmente conhecido, maior símbolo do holocausto e extermínio nazista, hoje transformou-se em uma espécie de museu e está aberto à visitação.
Auschwitz são campos de concentração, que ficam no Sul da Polônia, próximo da cidade de Cracóvia. Esses campos de concentração e extermínio foram construídos no governo de Adolf Hitler, pois as prisões em massa dos judeus iam muito além da capacidade das prisões convencionais.
Auschwitz é, na realidade, uma rede de campos de concentração, onde o mais conhecido tornou-se Auschwitz I, II e Birkenau.
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Estima-se que, em Auschwitz, mais de um milhão de pessoas tenham morrido, sendo 90% judeus. Os que não eram executados nas câmaras de gás, morriam de fome, execuções individuais, doenças infecciosas e em experiências médicas.
Auschwitz deixou de ser um campo de concentração em 1945 (durou cerca de 5 anos). Em 1947, a Polônia decidiu que os principais complexos seriam transformados em museu, e de lá pra cá já recebeu a visita de milhões de pessoas do mundo todo. Hoje, o museu é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Vale a pena visitar Auschwitz?
A visita aos campos de concentração de Auschwitz não se enquadra no turismo convencional, de lazer, onde coloca-se no roteiro opções de diversão durante a viagem. Muitos viajantes relatam que não o visitariam, que estar lá seria depressivo e escolheriam outra opção para o roteiro.
É claro que visitar um campo de concentração é pesado. O clima é outro, é algo que nos faz pensar na vida e na humanidade como um todo. Se eu indico a visita? Com certeza. É a história, nada melhor do que vermos com nossos próprios olhos o que estudamos em livros.
Recomendo a visita, até mesmo para não perdermos a esperança no homem, para vermos como o mundo está mais tolerante. Claro que ainda é um caminho longo, mas olhando para trás vemos a evolução pela qual o mundo passou. É como diz a famosa frase: quem não conhece a história, está sujeita a repeti-la.


Como é a visita
Visitei Auschwitz partindo de Cracóvia, de onde contratei um tour. Logo de manhã, no horário combinado, uma van me esperou no hotel e seguimos rumo aos campos de concentração.
De Cracóvia até Auschwitz leva pouco mais de uma hora de deslocamento, e, nesse período, vamos assistindo um documentário sobre o assunto, o que é muito bom para já nos contextualizarmos.

Chegando à entrada dos campos de concentração há uma pequena lanchonete e uma lojinha que vende livros sobre a história do local. Vale dizer que se você estiver com fome ou vontade de ir ao banheiro, a hora é essa, pois depois de iniciada a visita não há nenhuma parada para descanso.
A entrada para o complexo passa por um controle de segurança com detector de metais, como estes que encontramos em aeroportos. Não é permitido entrar com mochilas nem bolsas de maior volume, estas deixamos na van enquanto visitávamos o complexo.

Auschwitz I
O início da visita se dá no complexo chamado Auschwitz I. No emblemático portão com a frase “arbeit macht frei” que ironicamente significa: o trabalho liberta.
São diversos prédios bem semelhantes uns aos outros, que hoje servem de museu. São cerca de 30 prédios, e impressiona como o local está conservado, mesmo após tantos anos e tantos visitantes passando pelo local.

Auschwitz I foi o centro administrativo e alojamento de toda essa barbárie, além de, claro, prisão (como foi o caso do prédio número 11). Na visita, é possível visitar a parte interna de alguns destes prédios, de uma forma que vai contando a história.
O primeiro prédio visitado mostra fotos e documentos da época, outros, são onde estão guardados os pertences dos prisioneiros. Tudo o que poderia ter algum valor era separado e ficava guardado em um prédio apelidado de Canadá, este nome pois o país era símbolo de terra rica e próspera.
É a parte da visita que mais impressiona. Lá estão pilhas imensas de sapatos, óculos, próteses humanas e até cabelos (neste não é permitido fotografar). Ali temos uma ideia da absurda quantidade de vidas que passaram pelo complexo, e também da frieza humana dos nazistas.
Em outro prédio é possível visitar o local onde os prisioneiros eram punidos, ficavam dias em celas pequenas, sem mesmo ter espaço para deitar, outros eram deixados dias em compartimentos sem entrada de ar, até sufocar. Realmente a visita é um choque com o que aconteceu em Auschwitz.






Awschwitz – Birkenau
Também conhecido como Awschwitz II, este é o complexo da segunda parte da visita. Fica distante cerca de 3 km de Awschwitz I e nos deslocamos com a van do tour até esse complexo.
Birkenau foi o mais terrível dos lugares, foi onde a grande maioria dos mais de 1 milhão de prisioneiros foram mortos. Em frente a Birkenau está a tão falada estação de trem, onde os prisioneiros chegavam e já tinham seus destinos traçados.

Já na chegada dos trens era realizada uma seleção. Pessoas saudáveis iriam para o trabalho escravo do local e, quem não se enquadrava nesse quesito (como mulheres, idosos e crianças), já caminhavam rumo à câmara de gás.
Nesse complexo há diversos barracões, diferentes dos de Awschwitz I, estes possuem apenas um piso e são muito mais precários. Eram onde os prisioneiros viviam. Dentro dos barracões haviam espécies de triliche, três níveis de “cama”, onde em cada um destes níveis, várias pessoas dormiam amontoadas.
Não havia banheiros no local, apenas um espaço comum e sem privacidade para as pessoas fazerem suas necessidades. Como as condições de higiene eram extremamente precárias, uma grande parcela dos moradores do complexo morria devido à graves doenças e infecções.
O trabalho dessas pessoas consistia basicamente em construir novas instalações, erguer novos barracões, ou seja, construir novos complexos para novos prisioneiros. Assim, quanto maior o número de judeus, ciganos e raças não alemãs, maior a produção de novas instalações para novos prisioneiros.

A alimentação era outro ponto que contribuía com o alto índice de mortalidade, a refeição servida não passava de um café fraco com um pedaço de pão, ou uma sopa rala, muitas vezes servida com alimentos já estragados.
Além das câmaras de gás, fuzilamentos e mortes naturais, muitos presos não aguentavam o dia a dia e se suicidavam, a maioria se atirando contra a cerca elétrica que demarcava o local.
E sobre a maior construção de Birkenau que funcionou como câmara de gás (e crematório), restou apenas ruínas, pois os alemães a explodiram em uma tentativa de apagar vestígios.
Esta segunda parte da visita é um pouco mais curta que a primeira, pois entramos apenas em um dos barracões. Mas no geral caminha-se bastante em toda a visita, portanto, se você possui algum problema de mobilidade, é bom saber disso.
O tour em um todo demora cerca de sete horas, saindo de Cracóvia pela manhã e retornando no meio da tarde.



Quanto custa a visita à Auschwitz
Os mais conhecidos campos de concentração encontram-se no sul da Polônia, cerca de 65 km da cidade de Cracóvia.
Para entrar no complexo não há cobrança, porém é fundamental a visita guiada, até mesmo para entender a história. A visita como um todo pode ser cotada nesse site, todos recebem um fone de ouvido para melhor escutar o que a guia relata. Se optar pela visita independente, é necessário fazer o agendamento pelo site oficial.
Há a opção de contratar a visita diretamente de uma agência em Cracóvia, no centro da cidade existem inúmeras que fazem esse serviço. Foi a minha opção. Nesse caso o transporte sai de seu hotel, no caminho é passado um documentário contando mais sobre Auschwitz e o guia está incluso.

Onde se hospedar em Cracóvia:
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2 Comentários
Sheila Rocha
Muito bom, porém não são Campos de Concentração Poloneses, mas sim Campos de Concentração Alemães em solo polonês.
lucianacp
Obrigada pela contribuição Sheila, realmente, as vezes vai no automático, e vc está certa.