
Roteiro de 26 dias no Sudeste Asiático: Tailândia, Laos e Camboja
Quando decidimos para onde queremos viajar a maior dúvida que bate é: qual cidade visitar, quantos dias ficar em casa uma e como se locomover entre as cidades escolhidas.
Vou deixar aqui o roteiro que fiz, deu trabalho mas no final das contas pra mim foi perfeito, deu tempo de aproveitar bem cada cidade e os deslocamentos foram bem tranquilos. Sem contar que a viagem foi bem variada, muitos templos, cidades históricas, tranquilidade, agito e praias paradisíacas, teve de tudo nessa trip.
Roteiro Dia a Dia:
Dia 1 – São Paulo – Adis Ababa – Bangkok
Dia 2 – Bangkok
Dia 3 – Bangkok
Dia 4 – Bangkok
Dia 5 – Bangkok
Dia 6 – Bangkok – Ayuttaya – Chiang Mai
Dia 7 – Chiang Mai
Dia 8 – Chiang Mai
Dia 9 – Chiang Mai
Dia 10 – Chiang Mai – Luang Prabang (Laos)
Dia 11 – Luang Prabang
Dia 12 – Luang Prabang
Dia 13 – Luang Prabang
Dia 14 – Luang Prabang – Siem Reap (Camboja)
Dia 15 – Siem Reap
Dia 16 – Siem Reap
Dia 17 – Siem Reap – Railay Beach (Krabi – Tailândia)
Dia 18 – Railay Beach
Dia 19 – Railay Beach
Dia 20 – Railay Beach
Dia 21 – Railay Beach – Phi Phi
Dia 22 – Phi Phi
Dia 23 – Phi Phi
Dia 24 – Phi Phi
Dia 25 – Phi Phi – Krabi – Bangkok
Dia 26 – Bangkok – Adis Ababa – São Paulo
Deslocamentos:
– Vôo Brasil – Bangkok
O grande trecho de São Paulo à Bangkok foi realizado com a companhia Etiopian Airlines. Olha… digo que valeu a pena porque o valor dessa companhia estava bem diferente das outras, mas aí vai a dica, se o valor das passagens estiver próximo das outras, vá com as outras. A aeronave do primeiro trecho estava má conservada, a comida é bem ruim e o atendimento é péssimo.
Falando em atendimento, foi mais de uma vez em que presenciei passageiros que não haviam pego a refeição pois estavam dormindo, e que após acordarem foram pedir às comissárias, e elas sempre perguntavam com cara de poucos amigos: Por que você não comeu na hora em certa? Nós já servimos. Sério, o atendimento era muito ríspido.
Mas a boa notícia é que o valor da passagem estava melhor (não estava maravilhosa, mas melhor) e o vôo em si foi bem tranquilo. Então, se você quiser economizar, pode ir de Ethiopian, mas vá sem grandes expectativas.

– Bangkok – Ayutthaya
Ayutthaya é uma cidade histórica que fica a 80 km de Bangkok, cerca de 1:30 de van e escolhi visita-la com um tour, facilmente agendado um dia antes em uma das muitas agencias de turismo da região da Khao San Road.
O tour nos leva de van logo cedo, passa pelos principais templos da cidade, faz uma parada para almoço e retorna à Bangkok no meio da tarde, Mas… como o próximo destino era Chiang Mai e já tinha a reserva do trem, fiz o tour e fiquei por lá mesmo.
– Ayutthaya – Chiang Mai
Esse foi um deslocamento no qual estava ansiosa para fazer. Seria minha primeira viagem de trem. Já estava com os bilhetes comprados e em mãos. A princípio tentei comprar primeira classe, mas já estavam esgotados, então reservei segunda classe mesmo (isso a mais de um mês antes da viagem).
E minha expectativa foi superada com a viagem de trem. O trem é novo, limpo, silencioso, os banheiros são bem limpos também, existe um vagão de lanchonete e consegui dormir muito bem.
A viagem é noturna e chega-se em Chiang Mai pela manhã. Achei sensacional a experiência e recomendo.

– Chiang Mai – Luang Prabang
Para essa viagem fui com a Lao Airlines, aliás, a única companhia pelo que vi que faz o trecho sem escalas. A viagem é rápida, cerca de 1:30 e é feita naqueles aviões menores com hélice (#medinho). A franquia de bagagem permitida é de 20kg.

– Luang Prabang – Siem Reap (Camboja)
Esse trecho também foi feito de avião, com a Vietnã Airlines. A franquia de bagagem permitida é de 20 kg, o atendimento é bom e a viagem é rápida (em torno de 2 horas).
– Siem Reap – Krabi (Tailândia)
Esse trecho também fiz de avião, pela Bangkok Airways, e foi disparada a melhor companhia que voei na Ásia. Ela tem conceito boutique e oferece lounge para todos os passageiros, além da refeição ser mais elaborada e incluir até cerveja Chang no vôo.
O vôo faz uma conexão no aeroporto de Bangkok, então esse deslocamento acaba demorando um pouquinho mais, mas com lounge a disposição a gente nem reclama né.


– Krabi – Railay Beach
Essa foi uma preocupação nos deslocamentos, pois cheguei no aeroporto de Krabi praticamente a noite e minha hospedagem era em Railay, sendo necessário atravessar de barco, e não tinha certeza se conseguiria a noite.
Logo na saída do aeroporto tem diversos guichês que vendem o transfer do aeroporto ao píer que precisava ir. Chegando ao píer é só comprar um tíquete e os barqueiros atravessam com long tails (os barquinhos típicos deles), é rapidinho, cerca de 15 minutos já se chega em Railay.
Quanto a minha dúvida do horário, vi que não há problema algum em chegar tarde no píer, sempre há barqueiros atravessando os turistas.

– Railay – Phi Phi
Para ir de Railay a famosa Koh Phi Phi o deslocamento é feito por mar, via Ferry, um ferry de 3 andares bem confortável. Em muitos lugares vende-se o bilhete e eu comprei com 2 dias de antecedência.
A viagem dura cerca de duas horas. Importante falar que o embarque em Railay é pela água, pega-se um barquinho para ir até um ponto e de lá embarcamos no Ferry. Quem vai com mala de rodinha acaba tento um trabalho maior, pois tem que levar ela na cabeça até subir no barquinho, mas nada que prejudique o embarque. O desembarque em Phi Phi é feito pelo píer.

– Phi Phi – Bangkok
Vou contar aqui a saga da volta, foram praticamente dois dias de deslocamento.
A primeira etapa foi ir de Phi Phi a Bangkok: Ferry de Phi Phi a Krabi (2 horas), transfer até o aeroporto (30 minutos), vôo de Krabi a Bangkok (1:30h).
Esse vôo de Krabi a Bangkok foi feito com a Air Asia, uma companhia low cost, a franquia de bagagem teve que ser comprada a parte (cerca de 40 reais por 15 kg), mas a companhia me surpreendeu. A aeronave é nova, muito boa e a tripulação muito educada.
Em Bangkok foi necessário fazer a troca de aeroporto, para isso há um transfer gratuito (é só mostrar a passagem e embarcar), os aeroportos são longe um do outro e o deslocamento demora pouco mais de uma hora (sem congestionamento).
De Bangkok voltei com a Ethiopian e a escala foi em Adis Ababa na Etiópia.
Em resumo, achei que o roteiro funcionou bem e se tivesse que mudar algo, acho que apenas colocaria um dia a mais em Bagkok, como último dia, para alguma possível compra (já que lá os preços são excelentes) e também para a volta não ficar tão cansativa.
E aí, tá planejando ir para o Sudeste Asiático também? Me segue no instagram (@lu_por_ai) para ver as dicas e qualquer dúvida pode me mandar um email.


6 Comentários
Grasiele
Nossa seus relatos são inscriveis e sua impressão da viagem pela Tailândia me deixou com uma sensação boa de querer estar lá o quanto antes. Eu e meu marido somos mochileiros e sua maneira de viajar se parece muito com a nossa. Estou indo a Tailândia e eu anotei todas as suas dicas. Obrigada por compartilhar sites e valores. E espero que continue compartilhando suas impressões conosco. Beijos
lucianacp
Oi Grasiele, que bom saber que acompanha as viagens. Você vai amar a Tailândia, se precisar de algo por lá me manda um direct no insta: @lu_por_ai. Boa viagem.
CLEUSA LUCON
Gostaria de saber se você comprou todos os transportes, aéreo e trem, e os tours nos locais antes de sair do Brasil ou foi comprando durante a viagem. Vou viajar sozinha e estou achando bem difícil organizar a viagem. Obrigada!
luporai
Oi, comprei no Brasil mesmo, o trem é bem chatinho de comprar mesmo, já tem que estar liberado com aviso de viagem na hora da compra, pelo menos o meu eu só consegui assim. Os tours pega lá mesmo, melhor.
Herica
Cleusa, também estou começando a planejar e achando difícil pq são muitos deslocamentos (pretendo viajar em janeiro para Tailândia, Camboja e Laos – talvez Vietnã tbm)
luporai
Oi Herica, apesar de ter bastante deslocamento, lá é fácil de achar os transportes e conseguir se locomover. Principalmente os barcos e ferrys, esses vc pode deixar para ver tudo na hora.